quinta-feira, 17 de março de 2016

"Fran is love. Fran is life."


Ao meu amor longíquo, mas sempre tão presente:

Gosto de ti desde o primeiro dia. Porra, eu gosto tanto de ti. Nem por uma noite roubada eu deixei de gostar de ti.
Já pensaste no que poderíamos ter feito? O quanto podaríamos ter gargalhado pelos corredores fora, enquanto, sistematicamente, nos pediam silêncio. Íamos ficar a falar noite dentro, acompanhados de um qualquer copo e, quando déssemos por nós, podíamos marcar um "check!" naquela alínea da lista que diz "Assistir ao nascer do sol juntos". E ainda não fizémos nada do que está na porcaria da lista e eu já gosto tanto de ti.
Sei que o universo tem um plano para nós, e para breve. Finalmente! As contelações já se reuniram e deram permissão para que seja cumprido um amor prometido de quatro anos. Quem diria, quatro anos que passaram a voar e nem por um bocado deixei de gostar de ti, e agora... agora que falta tão pouco tempo, o aperto intensifica e faz doer um bocadinho. Mas não faz mal, eu espero. Espero enquanto faço planos para nós como quem faz planos para uma vida inteira, talvez porque sonhar ainda não faz mal. E mesmo que o sonho saia ao lado, meu amor, sonhar contigo é tão mais fácil, e é tão recíproco.
Penso muito nos pormenores, nos silêncios - daqueles confortáveis, sabes? -, nos olhares, nas piadas secas de que tanto nos rimos, nas gargalhadas em coro e nas conclusões também, porque mentes brilhantes pensam de formas iguais. Penso muito em passeios aleatórios, porque estar contigo é que importa, em sorrisos envergonhados, como aqueles que já tivemos e fins de tarde em tons de miminhos na praia. Penso em madrugadas à varanda entre cigarros, copos de vinho, confissões e, quem sabe, beijos roubados, amor entre lençois e paixão pela manhã bonita, como tu.
Eu não sei se é isto que o universo tem reservado para nós, mas se não é isto... então que seja ainda melhor.
Hoje já falta menos um dia para cair nos teus braços.
Hoje e sempre,
Em qualquer parte do mundo,
Tua,

"Joana"

terça-feira, 8 de março de 2016



Sou saudades infindas de coisas que já não voltam.
Se as quis?
Quis pois.
Se as quero?
Jamais.

Sorrisos em falta, arrepios e gargalhadas.
Oxitocina a correr riscos de extinção.
Borboletas de asas cortadas.
Sonhos por realizar.
Fantasias por viver.

E a vida corre.

domingo, 6 de março de 2016

Ainda no início e já um mês tão feliz e cheio de histórias para contar.
Os últimos dias têm sido fantásticos, felizes e muito saborosos. Não há nada que pague o amor que tenho sentido. E não, não é daquele amor até dizer chega, é daquele que transborda um bocadinho, mas é quanto baste. E é tão bom. 
Aprender a meter cada coisa no seu lugar é cada vez mais importante, mas ainda mais importante que isso tudo: saber viver com isso. E eu já sei!
Sei, e sou muito mais feliz agora do que há oito ou dez pensamentos enleados.É tão importante relativizar, descomplicar, deixarmo-nos de merdas. 
Há males que vêm por bem e bens que vêm por melhor ainda.

quarta-feira, 2 de março de 2016

[Feliz]


Último dia com 17 primaveras. Passaram a voar como uma andorinha que chega nos primeiros dias de sol quentinhos e vai embora ao primeiro por do sol que dá indícios de dias frios e pequenos. Mas souberam tão bem. Hoje sou felicidade, sonhos, joelhos esfolados noutros tempos e muitos "nãos" que causaram frustração. Sou música, livros, fumaça de uma tarde num local escuro, café ao fim do dia, lágrimas em dias maus, gargalhadas pela vida fora. Sou amor, amizades de unha e carne, cervejas ao anoitecer. Sou orgasmos, cigarros fumados ao luar, desilusões em dias inesperados e mergulhos no mar em dias de verão. Sou samba, sou carnaval, sou Ipanema num poema, Hiroshima em dias de raiva. Sou furacão em dias de coragem e abraços todo o ano.

Eu sou o que eu quiser.
E tenho tanto para ser ainda. Falta-me ser o mundo em cada dobrar de esquina e banco de jardim. 


Um dia, quero ser as estrelas e o universo todo.
Ainda me falta muito para ser tudo o que eu quiser.

Mas vou sendo. 
[Feliz]