Ao meu amor longíquo, mas sempre tão presente:
Gosto de ti desde o primeiro dia. Porra, eu gosto tanto de ti. Nem por uma noite roubada eu deixei de gostar de ti.
Já pensaste no que poderíamos ter feito? O quanto podaríamos ter gargalhado pelos corredores fora, enquanto, sistematicamente, nos pediam silêncio. Íamos ficar a falar noite dentro, acompanhados de um qualquer copo e, quando déssemos por nós, podíamos marcar um "check!" naquela alínea da lista que diz "Assistir ao nascer do sol juntos". E ainda não fizémos nada do que está na porcaria da lista e eu já gosto tanto de ti.
Sei que o universo tem um plano para nós, e para breve. Finalmente! As contelações já se reuniram e deram permissão para que seja cumprido um amor prometido de quatro anos. Quem diria, quatro anos que passaram a voar e nem por um bocado deixei de gostar de ti, e agora... agora que falta tão pouco tempo, o aperto intensifica e faz doer um bocadinho. Mas não faz mal, eu espero. Espero enquanto faço planos para nós como quem faz planos para uma vida inteira, talvez porque sonhar ainda não faz mal. E mesmo que o sonho saia ao lado, meu amor, sonhar contigo é tão mais fácil, e é tão recíproco.
Penso muito nos pormenores, nos silêncios - daqueles confortáveis, sabes? -, nos olhares, nas piadas secas de que tanto nos rimos, nas gargalhadas em coro e nas conclusões também, porque mentes brilhantes pensam de formas iguais. Penso muito em passeios aleatórios, porque estar contigo é que importa, em sorrisos envergonhados, como aqueles que já tivemos e fins de tarde em tons de miminhos na praia. Penso em madrugadas à varanda entre cigarros, copos de vinho, confissões e, quem sabe, beijos roubados, amor entre lençois e paixão pela manhã bonita, como tu.
Eu não sei se é isto que o universo tem reservado para nós, mas se não é isto... então que seja ainda melhor.
Hoje já falta menos um dia para cair nos teus braços.
Hoje e sempre,
Em qualquer parte do mundo,
Tua,
"Joana"

