segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Inverno

Já faz frio. 
A vida corre, mas também chegou ao inverno.
A vida chegou ao inverno, que poético.
Não foi o inverno que chegou à vida, e o problema é esse mesmo.
Amanhã são as elições nos Estados Unidos e o mundo pode estar a acabar.
Sempre fui dramática, exagerada. Que chato.
Acho que isto, às vezes, é um defeito do caneco!
Tenho trezentas e oitenta e oito mil coisas para estudar, mas ainda não o fiz. Está frio, mas está um dia bonito.
Apesar de tudo, os passarinhos ainda cantam e o sol ainda aquece um bocadinho a alma, apesar de já pedir um chá.
Preciso de ver o mar e respirar a vida, pensá-la.
Oxalá chegues depressa!
Amo-te muito.

Fran

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

tenho fogo de artifício no coração


Afinal, o amor é isto e está a acontecer. 
Já te o disse várias vezes, mas o amor és tu de diferentes formas. 
Já procurei várias vezes explicações lógicas, respostas equacionadas e palavras bonitas para conseguir dizer o quanto gosto de ti, ou explicá-lo.
Mas não consigo, e isso aperta-me, deixa-me aqui um aperto no peito. 
E não, meu amor, isso não é mau. 
É só a garantia de que eu sinto tanto e tantas coisas bonitas por ti, que todas querem vir ao de cima e mostrar-se e, então, emaranham-se e criam aqui uma bola estranha que faz doer.
Gosto tanto de ti que dói.
Pintei-te de amor e agora não consigo parar de olhar para ti.
Acordar contigo é bom, mas adormecer contigo sabe ainda melhor. 
Partilhar amor contigo sabe bem, mas sermos o amor é ainda melhor.
Fazer amor contigo é bom, mas construir amor contigo é ainda melhor.

Tenho fogo de artifício no coração.
E é só para ti.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

o amor és tu

Queria tanto parar o tempo e amar-te eternamente.
Gosto de ti.
Tanto.
Tanto.
Sei que sou uma chata e que me repito vezes sem conta, como quantas vezes a terra gira em volta do sol, mas eu gosto tanto de ti.
Já corremos mundos e virámos fundos tão intensa e apaixonadamente.
O sonho é isto.
A utopia somos nós.
Nós nas manhãs, nas madrugadas, no luscofusco, nas tardes, na praia, nos abraços, em gargalhadas, nos cigarros fumados, nos copos brindados, na pernas entrelaçadas e nos abraços apertados. Nos orgasmos por completar, em Ipanema por visitar, em "gosto de ti" por dizer e em tantas fantasias por viver.
A utopia somos nós.
E o amor és tu.

Fran


domingo, 12 de junho de 2016

Definição

Sinto-me capaz de dar amor ao mundo inteiro e, ainda assim, ter aqui um cantinho especial só para ti.
É esta a definição.

Enche-me de beijos.
Estilhaça-me nos teus braços.
Faz-me rir. 
Não me deixes ir.
Fica.
Eu fico também.

sábado, 4 de junho de 2016

Deixa passar e fica.

O secundário acabou e eu encontrei-te a ti.
Sempre disseram que quando se fecha uma porta, logo de seguida, abre-se uma janela.
Talvez sejas tu a minha janela. E se não és, porra, tens uma paisagem tão bonita,
Tão bonita.
Olhar-te por dentro é sonhar um bocadinho mais e ser ingénua e genuinamente feliz. 
Viver melhor,
Mais intensamente,
Mas sem pressas.
E então,
Vem.
Senta-te ao meu lado,
Fala-me,
Olha-me
E deixa essa tua brisa passar.
E fica.

Com q.b. de amor, 
Fran

terça-feira, 17 de maio de 2016

Almó-Dependente


Hoje não é um dia particularmente feliz. E hoje também não é um dia particularmente triste ou infeliz. É só mais um dia. Bom, talvez. 
Os dias estão maiores, as papoilas já dançam pelos campos fora, os passarinhos cantam mais felizes, o sol já aquece a alma e a nostalgia instala-se. Ninguém disse que era fácil sobreviver à realidade, mas vou tentando. Com sucesso ou não, o que realmente está aqui em jogo é que todos os dias eu sou um bocadinho mais feliz, independentemente de todos os falhanços, sejam aqueles esquecimentos diários de coisas brutalmente básicas e "pouco importantes" do dia-a-dia, ou aqueles que já passaram e já lá vão. Deixemo-los estar onde ficaram. 
O que realmente importa aqui é o que está para vir. E chega de autoconsolos falhados e de pensamentos em vão acerca do "Eu vou conseguir.", porque, efetivamente, eu hei-de conseguir. Qualquer coisa há-de vir, e o que vier terá sempre muita força para que corra bem, independemente de provir do meu falhanço ou do meu sucesso.
Tenho muito poucas certezas em mim, porque nem eu tenho certeza de mim, sem ser aquela de que sou uma alma agitada, num mundo agitado, que morre de sede por absorver o universo e o lado mais bonito da vida e das almas. Mas independentemente disso, eu sei que quero ser feliz, e sou. Tanto, que já me habituei à calmaria da agitação e ao ruído que se tornou melodia para adormecer. 
De hoje em diante, no sucesso ou no falhanço, eu serei feliz. 
Ser feliz não depende da circunstância, depende da alma.

terça-feira, 26 de abril de 2016

Universo [nosso]

     

Hoje fui dar comigo sentada num banco de autocarro, enquanto via as nuvens andar mais depressa e os pássaros voarem em sentido contrário ao meu, a pensar nas saudades que tenho de ti. São umas saudades estranhas. Como se alguma vez estivessemos estado tempo suficiente para ter saudades tuas. Eu não sei explicar, mas fazes-me falta. Tanta falta.

Costuma-se dizer que o ser humano nunca se contenta com aquilo que tem; pode ter o mundo, mas falta sempre qualquer coisa. Um vazio constante que dificilmente desaparece. Talvez sejas tu, o que falta para me completar. És tu que vais preencher esse vazio. E se não és, foda-se!
Alguém que toma muito bem conta do universo, e de tudo o que se vai passando cá em baixo, quis que passasses na minha vida, nem que fosse por um dia. Até parece um filme, mas é verdade. É verdade, e aconteceu, e está a acontecer. E eu quero tanto que isto nunca acabe. Aliás, eu só quero que isto melhor, como quem começa a jogar um jogo e dá por si no nível oitenta. Só que isto não é um jogo, é a minha vida, a nossa (?) vida, e está a acontecer, e não pára. E olha que eu tenho muito poucas certezas na vida - sempre fui mais da intuição -, mas disto, eu tenho a certeza. Tenho tanta certeza quanto é certo que a Terra é redonda, ou que gira à volta so sol. 
Se tivesse o universo na mão, confiavo-to. Mas não tenho. E sabes porquê?
Alguém tem o nosso universo na sua mão.
E ainda bem.
Está a ir bem.

Com amor,
Fran.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

427367 minutos

Meu amor, quero-te tanto.
É ridícula a forma como a vida goza com a nossa cara e nos testa à força toda. "Todos somos chamados, pelo menos uma vez, a desempenhar um papel que nos supera.", foi o que li há muito pouco tempo, e cá está ele, talvez seja este o nosso papel.
Eu não sei o que aconteceu nestes 1460,9688 dias, quer dizer, eu sei, mas é muito tempo, muitas memórias... umas já destorcidas, mas mantenho-as comigo, para sempre. Eu não sei o que aconteceu em tanto tempo, mas tenho a certeza do que acontecerá em 427367 minutos.
Quando te abraçar, não quero largar-te nunca e todos os dias faço figas para que nunca desapareças. 
Quero-te por perto.
Gosto tanto de ti.
Hoje já falta menos um dia para cair nos teus braços.

A rebentar de amor,

Fran.

quinta-feira, 17 de março de 2016

"Fran is love. Fran is life."


Ao meu amor longíquo, mas sempre tão presente:

Gosto de ti desde o primeiro dia. Porra, eu gosto tanto de ti. Nem por uma noite roubada eu deixei de gostar de ti.
Já pensaste no que poderíamos ter feito? O quanto podaríamos ter gargalhado pelos corredores fora, enquanto, sistematicamente, nos pediam silêncio. Íamos ficar a falar noite dentro, acompanhados de um qualquer copo e, quando déssemos por nós, podíamos marcar um "check!" naquela alínea da lista que diz "Assistir ao nascer do sol juntos". E ainda não fizémos nada do que está na porcaria da lista e eu já gosto tanto de ti.
Sei que o universo tem um plano para nós, e para breve. Finalmente! As contelações já se reuniram e deram permissão para que seja cumprido um amor prometido de quatro anos. Quem diria, quatro anos que passaram a voar e nem por um bocado deixei de gostar de ti, e agora... agora que falta tão pouco tempo, o aperto intensifica e faz doer um bocadinho. Mas não faz mal, eu espero. Espero enquanto faço planos para nós como quem faz planos para uma vida inteira, talvez porque sonhar ainda não faz mal. E mesmo que o sonho saia ao lado, meu amor, sonhar contigo é tão mais fácil, e é tão recíproco.
Penso muito nos pormenores, nos silêncios - daqueles confortáveis, sabes? -, nos olhares, nas piadas secas de que tanto nos rimos, nas gargalhadas em coro e nas conclusões também, porque mentes brilhantes pensam de formas iguais. Penso muito em passeios aleatórios, porque estar contigo é que importa, em sorrisos envergonhados, como aqueles que já tivemos e fins de tarde em tons de miminhos na praia. Penso em madrugadas à varanda entre cigarros, copos de vinho, confissões e, quem sabe, beijos roubados, amor entre lençois e paixão pela manhã bonita, como tu.
Eu não sei se é isto que o universo tem reservado para nós, mas se não é isto... então que seja ainda melhor.
Hoje já falta menos um dia para cair nos teus braços.
Hoje e sempre,
Em qualquer parte do mundo,
Tua,

"Joana"

terça-feira, 8 de março de 2016



Sou saudades infindas de coisas que já não voltam.
Se as quis?
Quis pois.
Se as quero?
Jamais.

Sorrisos em falta, arrepios e gargalhadas.
Oxitocina a correr riscos de extinção.
Borboletas de asas cortadas.
Sonhos por realizar.
Fantasias por viver.

E a vida corre.

domingo, 6 de março de 2016

Ainda no início e já um mês tão feliz e cheio de histórias para contar.
Os últimos dias têm sido fantásticos, felizes e muito saborosos. Não há nada que pague o amor que tenho sentido. E não, não é daquele amor até dizer chega, é daquele que transborda um bocadinho, mas é quanto baste. E é tão bom. 
Aprender a meter cada coisa no seu lugar é cada vez mais importante, mas ainda mais importante que isso tudo: saber viver com isso. E eu já sei!
Sei, e sou muito mais feliz agora do que há oito ou dez pensamentos enleados.É tão importante relativizar, descomplicar, deixarmo-nos de merdas. 
Há males que vêm por bem e bens que vêm por melhor ainda.

quarta-feira, 2 de março de 2016

[Feliz]


Último dia com 17 primaveras. Passaram a voar como uma andorinha que chega nos primeiros dias de sol quentinhos e vai embora ao primeiro por do sol que dá indícios de dias frios e pequenos. Mas souberam tão bem. Hoje sou felicidade, sonhos, joelhos esfolados noutros tempos e muitos "nãos" que causaram frustração. Sou música, livros, fumaça de uma tarde num local escuro, café ao fim do dia, lágrimas em dias maus, gargalhadas pela vida fora. Sou amor, amizades de unha e carne, cervejas ao anoitecer. Sou orgasmos, cigarros fumados ao luar, desilusões em dias inesperados e mergulhos no mar em dias de verão. Sou samba, sou carnaval, sou Ipanema num poema, Hiroshima em dias de raiva. Sou furacão em dias de coragem e abraços todo o ano.

Eu sou o que eu quiser.
E tenho tanto para ser ainda. Falta-me ser o mundo em cada dobrar de esquina e banco de jardim. 


Um dia, quero ser as estrelas e o universo todo.
Ainda me falta muito para ser tudo o que eu quiser.

Mas vou sendo. 
[Feliz]

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Março, com amor


E amanhã começa um mês importante. O mês que marca o primeiro trimestre do ano, os primeiros raios de sol, o cheirinho a dias melhores, os primeiros dias de primavera, o chilrear das andorinhas, a páscoa, que junta a família e comida boa à mesa, o aniversário de uma pessoa particularmente especial e essencial na minha vida e, curiosamente, o meu também. Além disto, prevejo bons copos de vinho, muitos brindes, boas companhias, noites aleatoriamente felizes e dias plenos de coisas boas, surpresas e muito amor.
Assim seja!

Sonhos infinitos, por favor


A vida vai andando. Vai ganhando asas e voa. Passa a correr. Passa tão depressa que quando dou por mim já são horas de deitar, o dia já passou. Depois, há todo um dia novo para viver e quando volto a dar por mim estou nos dezoito, depois nos trinta e seis, e o mais provável é a vida passar cada vez mais depressa. E sabem lá o quanto isto me assusta!
Dentro de mim tenho sonhos, conquistas, falhanços e felicidade. Tanta felicidade! Até agora, não sei se vivi bem ou mal, mas fui vivendo, fiz o que pude. Aquilo que não pude, guardei para um dia mais tarde, ou transformei noutra qualquer possibilidade - sempre fui muito desenrascada, não há nada que me atrapalhe. A criatividade também ajuda muito, e a imaginação leva-me um bocadinho mais alto. Sonhar ainda não custa nada e é disso que me sustento todos os dias: um bocadinho ao acordar, outro bocadinho ao deitar e, por vezes, aleatoriamente a cada 15 minutos do dia.
Eu não sei o que há guardado naquele cantinho do universo que diz "Francisca", mas eu espero que tenha lá coisas boas, muito boas à espera de acontecerem. Entretanto, na possibilidade de nunca acontecerem, eu aqui vou fazendo os possíveis para que aconteçam.
E oxalá o sonho nunca acabe e tudo corra bem. 

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Fran, renovada.


Depois de muitos anos a escrever à toa e a guardar cada mensagem como se fosse um caso de vida ou morte, a mudança bateu-me à porta. Sou um turbilhão de mudanças a viver num ano de mudança e, por isso, preciso de constantemente mudar. 
Esta é uma mudança importante. O que é passado, ficou lá. A tempo inteiro. E é bom, sabe bem! Respirar fica mais fácil e sorrir torna-se mais natural. Automático.
Aquilo que pensei, senti, vivi e escrevi faz parte de mim para sempre, só que entretanto as circunstâncias mudaram e a vida por si só também. Acho que é natural. Então eu não preciso mais do passado para viver, nem de nada do que lá deixei. Porquê? Que fácil! 
Agora eu tenho muito mais e melhor do que tinha, e isto é tão verdade, e é tão bom ter esta noção. Cresci e relativizei tudo, tudo mesmo. Aprendi muito. Renovei pensamentos, teorias, bocas baratas e mesquinhices. Aprendi que eu sou mais importante, mas mesmo assim, no círculo do meu ego em crescimento e egocentrista, existe um espaço gigante para amar os meus. Os verdadeiros. Aqueles que dão palmadinhas nas costas, daquelas a sério, enquanto nos esmagam de amor.
E tenho ainda tanto para aprender.
Que bom!

Fran