Último dia com 17 primaveras. Passaram a voar como uma andorinha que chega nos primeiros dias de sol quentinhos e vai embora ao primeiro por do sol que dá indícios de dias frios e pequenos. Mas souberam tão bem. Hoje sou felicidade, sonhos, joelhos esfolados noutros tempos e muitos "nãos" que causaram frustração. Sou música, livros, fumaça de uma tarde num local escuro, café ao fim do dia, lágrimas em dias maus, gargalhadas pela vida fora. Sou amor, amizades de unha e carne, cervejas ao anoitecer. Sou orgasmos, cigarros fumados ao luar, desilusões em dias inesperados e mergulhos no mar em dias de verão. Sou samba, sou carnaval, sou Ipanema num poema, Hiroshima em dias de raiva. Sou furacão em dias de coragem e abraços todo o ano.
Eu sou o que eu quiser.
E tenho tanto para ser ainda. Falta-me ser o mundo em cada dobrar de esquina e banco de jardim.
Um dia, quero ser as estrelas e o universo todo.
Ainda me falta muito para ser tudo o que eu quiser.
Mas vou sendo.
[Feliz]
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