quinta-feira, 3 de agosto de 2017

426 dias mais felizes





Sou, por norma, feliz. 
Sou uma eterna insatisfeita, mas dentro das minhas insatisfações vou-me sentindo completa, por muito ilusória que seja essa sensação. Não sou de caprichos avultados, mas gosto muito dos pequenos prazeres da vida. E note-se que, para mim, esses pequenos prazeres da vida são, precisamente, viver. Rir, dançar, deixar-me levar pela música, sentir o vento, o quentinho do sol, cheirar a terra molhada, encher a barriga da sabores bons, dar abraços profundos, beber copos, fumar cigarros noite dentro. Gosto mais de viver em pleno do que materializar a vida, e acho que talvez esta seja uma das minhas maiores virtudes. Viver está sempre à frente de qualquer coisa. Pelo menos, esforço-me muito para que assim seja. E gosto, sou feliz, mesmo cá com as minhas insatisfações.
Hoje sou assim, mas não fui sempre. Fui aprendendo, ganhando uma certa experiência. Espantem-se, é preciso uma certa experiência para saber viver assim, mas é uma experiência tão boa, que vale a pena repetir!
Fui aprendendo e aprendi muito contigo, meu amor. Sim, meu amor grande há 426 dias e, quem sabe, de outra vida, foste tu quem me ensinou a viver melhor, e tenho a certeza que ainda não aprendi tudo. Contigo sou mais plena, dou mais valor aos dias (porque já sei o quanto custam sem ti e quão bons são contigo). Contigo aprendi a paz, a calma que os dias podem ter e a vida boa que levo. Contigo aprendi a ouvir melhor, a prestar mais atenção a coisas insignificantes, torná-las assim bonitas. Aprendi o amor, o amar, o teu abraço. Aprendi a descomplicação, a simplicidade das coisas e como isso é bonito. 
Tu és tão bonito. Tão bonito de ti e tão bonito da alma.
Há 426 dias sou mais feliz por causa de ti, por tudo o que aprendo contigo.
Mas tenho mais para aprender. Tão mais! 
Por mais 426 dias ou, quem sabe, o resto de mais uma vida.

Com (tanto) amor,

Fran.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Blablabla + amor



Aqui estou eu mais uma vez.
Aqui estou eu mais uma vez a escrever que nem uma louca apaixonada, para ti. 
Questiono-me muitas vezes acerca do porquê da vida te ter trazido como um presente, quando eu nem sequer merecia tanto. Ou se calhar merecia, porque no fundo é mesmo verdade que aceitamos o amor que achamos que merecemos. E se eu mereço isto, porra... Ainda bem que eu mereço isto. 
Ainda bem que existes. Ainda bem que os nossos caminhos se cruzaram e os teus olhos me fazem viajar em galáxias que nunca visitei antes, e são lindas.
Amo-te tanto.
É tão frustrante não conseguir colocar em palavras tudo aquilo que gostava de te dizer, ou explicar tudo aquilo que sinto quando estou contigo. E sem ti também, porque, sabes meu amor... estar sem ti é estar sempre contigo. Acordar a pensar em ti, ouvir músicas que me lembram de ti, ter o teu cheiro na minha almofada, a tua t-shirt esquecida cá em casa, como se tu também cá vivesses, ou o andar de uma pessoa qualquer na rua que quase me faz segui-la, só para ter a certeza que não és tu. Queria conseguir tantas coisas, mas aquele nervosinho que deixas em mim não deixa, e ainda bem. 
Às vezes, dou por mim a fazer planos estúpidos futuros, e tu entras em todos, imagina só. Já sei, já sei, é um grande erro... mas eu quero-te tanto na minha vida e em tudo o que acontece comigo.
Sei que posso soar egoísta, mas eu quero tanto que tudo o que aconteça comigo possa acontecer contigo também. 
Quero mais aventuras, passeios, ataques de riso infinitos e estados total de hibernação, porque a cada episódio nosso que passa, eu fico com a certeza que tudo isto só faz sentido se for contigo, e partilhado contigo.
E eu amo-te tanto.
Oxalá não morras de saudades minhas.
Eu vou fazer os possíveis.
Com muito amor,
Mas muito amor
Mesmo,
Fran

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Um self-reminder fatela

Nunca gostei nada dessa treta das metas e objetivos de ano novo. O que é isso afinal? Uma qualquer espécie de regras que estabelecemos à nossa própria vida antes sequer de começar a vivê-la? Não faz sentido.
No entanto, eu não tenho metas nem objetivos, mas tenho vários desejos, e gostava tanto que fossem verdadeiramente meus... 
Quero escrever mais, sem dúvida. Mais que isso, quero ler mais... Tão mais!
Quero aprender mais, fazer por isso e tomar as rédeas do conhecimento que me chega.
Quero passear. Virar Lisboa do avesso primeiro e transformar Portugal num amigo do peito, daqueles que se conhecem bem. As ilhas ficam para quando o meu porquinho permitir.
Gostava de ir a um concerto ou dois, mas já não faço assim tanta questão. É verdade, é realmente a minha praia, mas já vivi tantos concertos... por que não viver outra coisa a partir de agora?
Gostava de me superar algumas vezes e sentir muitas vezes que dei o meu melhor.
Quero gerir melhor o meu tempo e chegar a cada final de dia a pensar que valeu a pena. Basta de preguiça e procrastinação.
Agora é tempo de viver.
Quero comer melhor e conhecer cabe beco escondido do Bairro Alto que lá tem um espaço agradável para comer agradavelmente bem. 
Quero ir a tantos terraços quanto possível ver o pôr-do-sol. E quando não for possível, então que fiquemos pelo Adamastor a apreciar tamanha multiculturalidade, sons e gargalhadas.
Quero cheirar mais livros, percorrer mais alfarrabistas, daqueles bem escondidos com livros a 1€.
Quero muito mar, sol, paraísos pequeninos. Mas também quero muito solinho alentejano e paisagens douradinhas.
Quero reuniões familiares, amizades de unha e carne e o meu amor sempre.
São desejos pequeninos, e tão grandes para mim.

Agora, vou ler isto todas as semanas. 
São fatelas, estes self-reminders.
Mas ainda existem.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Em viagens

Aproveitei os últimos dias do ano para me lavar de ti, contigo. Às vezes é importante renovar, ainda que seja para não alterar absolutamente nada. 
Eu não quero mudar nada, sabes?
Também não queria, mas já pintei cenários atrás de cenários e parecem-me todos tão reais. 
Aprendi que não há nada mais saboroso no universo do que a reciprocidade (a seguir a ti), e que aquela coisa do "aceitamos o amor que achamos que merecemos" é mentira. Na verdade, quando existe disposição para isso, é possível aceitarmos amor mesmo quando sabemos que nem sequer o merecemos. E sabes, o amor é isso mesmo.
Ainda bem que existes. 
Ainda bem que és tão grande parte de mim.
Ainda bem que és tão inacabável em mim.
Tantas viagens aleatórias com finais felizes e destinos bonitos, num comboio, num autocarro, num abraço, em lençóis, fora deles, em fins de tarde à beira-mar e salas cheias daquela fumaça, cheias daquelas músicas. Aquelas, tu sabes.
Tantos brindes e gargalhadas e falta de ar. Tiras-me o ar.
Na verdade tiras-me tudo, desmanchas-me e despes-me de tudo. De mim e dos meus problemas e de tudo o que me envolve para poder ser plenamente tua e, calmamente, harmonizar-me numa simbiose contigo. Perder-me em ti, na tua pele e nas palavras bonitas que me dizes depois de orgasmos em Saturno.
É tão bom viajar e poder ser tu contigo.
Amo-te.

Fran