terça-feira, 26 de abril de 2016

Universo [nosso]

     

Hoje fui dar comigo sentada num banco de autocarro, enquanto via as nuvens andar mais depressa e os pássaros voarem em sentido contrário ao meu, a pensar nas saudades que tenho de ti. São umas saudades estranhas. Como se alguma vez estivessemos estado tempo suficiente para ter saudades tuas. Eu não sei explicar, mas fazes-me falta. Tanta falta.

Costuma-se dizer que o ser humano nunca se contenta com aquilo que tem; pode ter o mundo, mas falta sempre qualquer coisa. Um vazio constante que dificilmente desaparece. Talvez sejas tu, o que falta para me completar. És tu que vais preencher esse vazio. E se não és, foda-se!
Alguém que toma muito bem conta do universo, e de tudo o que se vai passando cá em baixo, quis que passasses na minha vida, nem que fosse por um dia. Até parece um filme, mas é verdade. É verdade, e aconteceu, e está a acontecer. E eu quero tanto que isto nunca acabe. Aliás, eu só quero que isto melhor, como quem começa a jogar um jogo e dá por si no nível oitenta. Só que isto não é um jogo, é a minha vida, a nossa (?) vida, e está a acontecer, e não pára. E olha que eu tenho muito poucas certezas na vida - sempre fui mais da intuição -, mas disto, eu tenho a certeza. Tenho tanta certeza quanto é certo que a Terra é redonda, ou que gira à volta so sol. 
Se tivesse o universo na mão, confiavo-to. Mas não tenho. E sabes porquê?
Alguém tem o nosso universo na sua mão.
E ainda bem.
Está a ir bem.

Com amor,
Fran.

Sem comentários:

Enviar um comentário